+600 Migrants Aiming For US & Canada Stranded At Brazil’s São Paulo-Guarulhos International Airport
Migrantes de países asiáticos como Índia, Nepal e Vietnã ficaram retidos em condições precárias no Aeroporto Internacional de São Paulo Guarulhos (GRU), no Brasil.
Aguardando entrada no Brasil
Segundo a Defensoria Pública e documentos analisados pela agência de notíciasReuters, aproximadamente 666 pessoas aguardavam no aeroporto de GRU sem visto para entrar no Brasil. Alguns dos migrantes que tentam entrar no país como requerentes de asilo aguardam no aeroporto há semanas.
Foto: rafaelnlins | Shutterstock
A situação é complicada pelas próximas mudanças nas regras de entrada do governo, que entrarão em vigor em 26 de agosto de 2024. O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil anunciou que os passageiros em trânsito que chegarem ao Brasil sem visto e cujo destino final for outro país serão obrigados a continuar sua viagem ou retornar ao seu local de origem, de acordo comAgencia Brasil.
As novas regras têm como objetivo impedir que estrangeiros usem o Brasil como escala em seu caminho para a América do Norte. Altos funcionários brasileiros disseramReutersem 21 de agosto de 2024, que as investigações mostram que os migrantes estão tentando permanecer no Brasil porque enfrentam perseguições e ameaças em seu país de origem. Depois de conseguirem refúgio no Brasil, muitos desses migrantes continuam sua jornada para o norte, principalmente para os Estados Unidos ou Canadá.
Durante audiência no dia 21 de agosto de 2024, sobre a situação no GRU Airport, o procurador federal Guilherme Rocha Göpfert comentou sobre a política de imigração, dizendo:
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A agência de notícias brasileira Agência Brasil revelou também que o número de pedidos de asilo no Aeroporto Internacional de São Paulo Guarulhos aumentou 61 vezes, passando de 69 para 4.239 entre 2013 e 2023.
Más condições no GRU
Os migrantes são supostamente mantidos em áreas restritas e remotas em
com acesso limitado a chuveiros e banheiros. Além disso, seus movimentos são restritos, dificultando o acesso a alimentos e água.

Foto: Lucas Souza | Voo Simples
A Defensoria Pública solicitou urgentemente melhores condições para os migrantes, afirmando que os seus direitos humanos estão a ser violados e a sua saúde está a piorar enquanto o seu estado está a ser resolvido.
Segundo nota do Ministério Público brasileiro, os operadores são diretamente responsáveis pelos viajantes enquanto estes permanecem no terminal à espera de asilo. Devido à sobrecarga do sistema de imigração brasileiro, muitos estrangeiros que chegam em voos operados principalmente pela
não conseguem garantir uma liberação rápida.
O GRU Airport, em conjunto com o Ministério Público e a Defensoria Pública, trabalha para aumentar o acesso à alimentação, à água e ao número de banheiros disponíveis para os imigrantes, segundo o comunicado.
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